Instrutor CARLOS MARQUES – 3º DAN
Carlos Marques, nasceu em Coimbra a 2 de Dezembro de 1983 e atualmente alterna a sua residência entre Arganil e Vila Nova da Barquinha, por motivos profissionais.
É professor de Educação Física e, no seu percurso académico, especializou-se em Desportos de Combate.
É Instrutor da Associação Portuguesa de Karate Shukokai.
Na infância cresceu em Penacova e, enquanto criança, sempre foi seduzido pela luta, tendo iniciado o Karate com 13 anos no Dojo local de Shukokai.
Mais tarde, com o intensificar da vertente competitiva, começou também a treinar em Coimbra com Paulo Briosa e Pedro Seguro.
Começou a assumir protagonismo no Dojo em Penacova e, com o passar do tempo, os seus Instrutores de então tinham cada vez menos disponibilidade, pelo que Carlos passou a assegurar a plena gestão da Escola.
Mais tarde, quando começou a dar aulas de educação física, iniciou um Dojo em Arganil, que manteve durante alguns anos.
Depois, com o nascimento das suas filhas e com o envolvimento crescente na competição (de 2002 a 2010), começou a ser difícil conciliar com a gestão de 2 Dojos, pelo que decidiu concentrar os seus esforços no Dojo de Penacova, fechando Arganil.
Carlos Marques teve um percurso desportivo muito relevante, participando em inúmeras competições de estilo e inter-estilos, obtendo classificações de destaque.
Marcou presença por diversas vezes na Seleção da APKS, tendo obtido classificações de pódio a nível internacional e levando a equipa nacional ao lugar mais alto do pódio.
Humilde e discreto, é conhecido pela sua enorme força física e bravura, sendo um Guerreiro implacável, dentro e fora do Dojo.
Alia o seu conhecimento académico à técnica do Shukokai, tornando-o num dos Karatekas de referência de sempre da APKS no que diz respeito ao Impacto, igualado por poucos.
Para Carlos, o Karate é a forma de estar e de encarar as situações dentro e fora do Dojo, o Crer, a Vontade, a Perseverança, o Não Desistir, acreditando que o Karate tem grande influência nisso, pois vivenciou justamente uma série de dificuldades na vida que o colocaram à prova.
Considera que estes princípios são transversais a todas as Artes Marciais, uma vez que experienciou outras modalidades na sua formação académica, na sua especialização em desportos de combate.
Enquanto Instrutor, pretende auxiliar os seus alunos a atingir os seus objetivos, a moldá-los e a ajudá-los a superar os desafios, com o objetivo final de os tornar cada vez melhores, a todos os níveis.
Carlos tem por objetivo o “treino pelo treino”, procurando tirar o máximo partido, partilhando a Arte com colegas com quem se identifica.
Também no treino, procura o aperfeiçoamento pessoal e as ferramentas necessárias para ultrapassar os problemas do dia a dia. Considera que o treino permite que se “consiga ter uma capacidade de absorção (dos problemas) de forma completamente diferente”.
Começou a dar treinos em 2002 e, mais tarde (em 2008) formalizou a constituição do seu Dojo - Clube de Karate de Penacova.
Em 2010, mudou o espaço de treino do Dojo para uma escola básica, onde tem melhores condições, apesar de partilharem o espaço com as atividades de educação física.
Tem alguns alunos que treinam consigo desde 2002, mantendo-se fiéis seguidores do seu projeto.
Atualmente tem um grupo mais pequeno com cerca de 15 alunos, treinando uma única classe em conjunto.
Descreve o seu Grupo da seguinte forma: Zanshin (Foco), Humildade e Perseverança!
Congratula a dinâmica da APKS neste período de pandemia e confinamento, salientando a disponibilidade do Shihan Marcelo e reforçando que é obrigação dos Instrutores em aderir a estas iniciativas. Valoriza as várias atividades associativas, tais como as reuniões de partilha de ideias, treinos e eventos online, etc.
Em relação à Campanha dos Family Supporters, considera que os familiares se sentem muito valorizados, procurando replicar este tipo de ações também no seu Dojo, como forma de envolver e motivar toda a família em torno dos seus Karatekas.
Para Carlos o #karatefazbem pois reúne todo um conjunto de benefícios físicos, psicológicos e sociais. E, principalmente fora do Dojo, é um “motor” nas mudanças de comportamento e atitude que os praticantes de Karate têm no médio/longo prazo.
Salienta a importância do Exemplo que os Instrutores têm que Ser! No Karate, os Instrutores também são praticantes, o que não acontece na maioria dos desportos e, por esse motivo, refere que um Karateka tem que estar sempre preparado, portanto tem que priorizar o seu treino. “Se tem que ser o exemplo, tem que estar preparado”.
E, na sua opinião, o #karatefazfalta porque “quem treina e se vê privado do treino, sente essa falta”.
Tem alguns momentos marcantes ao longo de todos estes anos de estudo e prática do Karate Shukokai.
Apesar de não dar importância às graduações, confessa que a sua graduação para 1º Dan foi um momento marcante, por tudo o que significou ao nível do seu percurso enquanto Instrutor. E outros que destaca são os das competições, quer quando alcançou a classificação de Vice-Campeão de Kumite no Campeonato do Mundo da KSI em Portugal no ano de 2010, assim como todos os outros em que alcançou o lugar mais alto do pódio em Equipa. Refere que “…não eram apenas aqueles momentos. Foi todo o processo até lá chegar”, termina dizendo “São momentos que ficam para sempre!”

Nenhum comentário

O autor não autorizou comentários deste artigo