Sensei Filipe Rodrigues - 2ºDan

Filipe de Castro Rodrigues, 26 anos, Diretor de Operações, nasceu em Lisboa e reside em Mafra.
Possui a graduação de 2.Dan de karate e é Treinador de Grau I.
Com 7 anos quis praticar um desporto e acabou por escolher o futebol, experiência que rapidamene o desiludiu sobretudo pela forma como os pais reagiam com os filhos perante expetativas frustadas, pelo que decidiu praticar karate.
O primeiro impacto foi sentir a capacidade específica de se defender melhor e pela diversão que tinha em frequentar as aulas.
Para ele o karaté é algo que se leva para a vida e que se faz todos os dias dentro e fora do dojo.
Sentir que, independente do objetivo tanto fisica como mentalmente, se consegue sempre ser melhor. De realçar também o ensinar dos valores e seu fortalecimento no quotidiano. Em suma, melhorar como pessoa.
Sobre a importância de ser instrutor, refere que “Acho que tão importante ensinar e partilhar, como foi para mim aprender tudo aquilo que aprendi e experimentei. É-me dignificante tentar transmitir o mesmo aos outros.”
O meu objetivo no karaté é continuar a crescer e sentir me bem comigo seja fisicamente, ao aprender novas técnicas que me ensinam a usar o meu corpo, como espiritualmente melhorando a minha confiança e postura enquanto homem.
Desde pequeno sempre tive grandes mestres, e o meu maior mestre foi sem dúvida o Luís Braz Rodrigues, que me ensinou desde miúdo a usar o meu corpo e levar me ao limite e nunca desistir. Ensinou-me de maneira divertida e tentou sempre que as aulas nunca fossem iguais às anteriores.
De maneira didática conseguiu sempre cativar os alunos.
Esse é e foi a minha maior dificuldade e sempre, desde que dou aulas, tento estar ao mesmo nível do meu mestre para conseguir cativar e transmitir as mesmas experiências aos meus alunos.
Estou ligado ao Projeto Ippon Dojo (em fase de readaptação) e considero este grupo um grupo unido, de respeito mútuo e de bons amigos fora do dojo. Acho que desde que criamos este grupo que todos conseguirmos crescer, alunos e mestres. É um grupo interessado e que gosta da parte marcial que o karaté tem para oferecer. Em 3 palavras caracterizo-o como
RESPEITO . HARMONIA. CONFIANÇA.
“Quanto ao abandono do karate pelos mais jovens e falando por experiência própria, porque eu acabei por fazer parte dessa estatística, embora não tenha desistido, abrandei a prática durante algum tempo, focando-me essencialmente na minha vida profissional.
Porém, embora ache que alguns mestres fazem bem o trabalho deles, que é cativar os jovens e modernizar os métodos de ensino mantendo o karaté tradicional, outros, estão menos aptos seja por falta de experiência ou ideias de como inovar e motivar.
Acho que se deve tentar unificar a técnica em todos os dojos (como se verifica atualmente com o empenho redobrado do Shihan Marcelo Azevedo. A exemplo doutros estilos, tentar criar uma grande imagem, para que em qualquer lado se reconheça o “Dojo Shukokai”.
Tal como referi antes, deve-se tentar criar uma imagem única, tentar identificar quais os proble-mas nas escolas, desde condições a métodos de ensino que possam ser corrigidos ou melhorados.
Acho que o nosso grupo de instrutores deve tentar deixar de se rivalizar tanto com prémios e medalhas e unir-se mais para que todas as escolas crescam como uma só. Uma só associação.”
A campanha “FAMILY SUPPORTERS” foi um sucesso. Conseguiu chamar a atenção e integrar as famílias dos praticantes.
Acho muito importante os pais, avós ou irmãos que invés de estarem sentados a ver o filho a pra-ticar karaté se sintam interessados em participar e mesmo motivados a praticar. E acredito que esta campanha conseguiu com sucesso despertar esse mesmo interesse e criar elos entre as famí-lias, reforçados pela partilha mais forte de todos os momentos e objetivos associados.
O KARATE FAZ BEM porque é uma excelente pratica, física, espiritual e socialmente. Ajuda a mudar a nossa maneira de viver a vida, a criar objetivos para a nossa vida pessoal e profissional e ensina que não devemos desistir mesmo quando custa mais.
Marcou-me especialmente a viagem com o Shihan Marcelo Azevedo e Sensei Luís Braz Rodrigues a Okinawa onde pude treinar com outros praticantes de grande qualidade e com outros grandes mestres, assimilando outras realidades, para além de todos os estágios onde tive a oportunidade de treinar e aprender com os nossos Shihans com especial deferência aos ministrados pelo Shihan Lionel Marinus.


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